sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Rain




Agora que a chuva cai, os pingos embatem nos grãos de areia deixando-a humida, as ondolações são cada vez mais violentas, desesperadas sem saber o que fazer, sem ter algo que as preencha. Agora que a chuva cai, o ultimo gesto de carinho é demonstrado, um ultimo sorriso doce e uma leve passagem na face. Um olhar em frente, inspiração profunda e um passo em frente. Abres a sombrinha e segues um caminho novo, amplo, onde não estás sozinho. Vou acompanhando a tua partida, lentamente vais desaparecendo no meio da multidão. Continuo petrificada no sitio onde partis-te, metade de mim partio contigo. O vento sopra forte fazendo com que o cabelo voe com ele, o frio corta as minhas faces rosadas, a pernas tremem com nervosa sensação de liberdade. Conforme a chuva cai a mente sente-se reconfortada , o coração que batia violentamente parou, batendo a um nivel de normalidade. E é então que fico sentada numa berma de estrada a ver os carros passar, e ver que a minha vida passa com eles, até que me apercebi que já te esqueci. Já esqueci  aquele habitual friozinho na barriga só de ouvir o teu nome por aí. Esqueci do quanto rimos até a mandíbula doer, do quanto choramos temendo a perda um do outro, de como desesperamos achando que tinhamos perdido e de como o alivio foi grande quando percebemos que era sófalso alarme, esqueci de todas as vezes em que destruis-te e reconstituis-te o meu mundo em questão de segundos, esqueci de como a tua voz fica bonitinha quanto tu estas com sono e de como o teu riso dá-me vontade de sorrir.Esqueci de todas as mensagens e textos sentidos que mandei, das vezes em que não ligavas nenhuma a isso,esqueci de quando desabava e de não teres estado lá para me apoiar.Esqueci de como deixei o mundo de lado para te pôr como prioridade, e de como não me arrependi  disso em nenhum dos momentos. Agora que a chuva cai, enquanto todos fogem dela eu estou lá, pois se não tivesse chuva o sol nunca iria valer a pena brilhar. O meu caminho? Esse é sempre o mesmo, o vento é que muda de direcção. 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

don't !













Quem sou eu no teu mundo? Aqui á minha volta está tudo escuro, só uma luz de presença com a forma de um circulo foca sobre mim, dou um passo em frente mas recuo logo, está escuro e sinto o chão a estremecer como um vidro frágil com rachas que se intervalam á medida do tamanho desse caminho, sinto que se está prestes a quebrar-se. A cabeça está pesada com tantos pensamentos e tantas inconclusões, o coração desapareceu no meio da escuridão, o sorriso desvanece e o tempo é cada vez maior. Não ocorre qualquer tipo de brisa ou um sinal que me indique por onde seguir. Dou um passo em frente mas algo me prende ali, o coração só me pede para ir mas algo me imobiliza, é então que te vejo. És tu quem me esta a impedir ir embora, agarras-me pela cintura puxando-me contra ti dizendo-me: “esta tudo bem fica comigo nunca te vou largar”, como se acreditasses nas palavras que tu próprio dizias. Recuei, pisando o caminho de vidro, fechando os olhos avancei. Deixei-te para trás tal como me tinhas deixado, e ali terminou o capitulo que escrevi em folhas soltas.

Até já .



Sinto a brisa a tocar-me no rosto, a percorrer os meus longos cabelos castanhos, sinto a areia a cobrir-me os pés. Mergulho os dedos na agua deixando que o impacto do frio me envolva a mão. De mãos dadas caminhamos lado a lado no extenso areal. O teu olhar foca num pensamento distante, já não sinto o teu coração quente, os teus labios vão ficando secos dia após dia, o teu toque é falso tal como as palavras que citas. Algo está de errado contigo com as tuas atitudes, penso e repenso no motivo que te levou ficar assim. No nosso dia aguardas-me sentado num banco de jardim. Sinto-te nervoso, inseguro e com medo com o que tu proprio dizias, agarras-me e puxas-me contra ti dizendo que vou ser sempre a tua menina dando-me um beijo na face e pegando as minhas mãos cuidadosamente. Das-me um até já e viras costas, com as mãos nos bolsos segues o teu caminho deixando-me ali. Procuro por noticias tuas depois dessa tarde e não obtenho nada, chamadas e mensagens desesperadas por falta de noticias tuas, por incompriensão do teu “até já”. As lagrimas não faziam parte do meu rosto, o meu olhar nunca tinha estado tão distante, o meu coração nunca se tinha quebrado em pedaços, o meu sorriso nunca tinha perdido a energia e a motivação. A cobertura a que chamava chão, foi-se desmoronando fui ficando com buracos que por baixo desse chão havia uma enorme fossa escura, sem ter por onde fugir do desmornar, caí. Nada existia a minha volta só a minha presença que me incomodava com perguntas. Dia após dia nessa imensa escoridão fui ganhando coragem para me levantar, comecei por pôr o sentimento de lado. Fui ganhando confiança em mim, fui vendo uma luz que se apróximava cada vez mais de mim. Como se uma corda de salvamento tivesse estado sempre ali mas nunca tinha reparado nela. Saí, do fundo e fui dando um passo de cada vez muito levezinho com medo de cair novamente. O meu chão foi-se reconstituindo após dias e meses. Hoje veijo-te de longe ouvindo-te citar o meu nome com toda a confiança e carinho. Mas já não corro até ti como fazia, já não me conforto nos teus braços como antes. Dizes-me que precisavas de um tempo para te encontrares e que aquela foi a melhor maneira que encontras-te para o fazer. Dizes que me queres de volta que finalmente encontras-te o verdadeiro rapaz que és, mas agora sou eu que preciso de mais tempo para mim, o meu coração ainda sangra do “até já”, a ferida ainda não sarou. Passo a minha mão pela tua face sorrindo para ti dizendo: “o que é eterno nem o tempo leva”. E sigo o meu caminho. Tenho a certeza que ainda nos vamos encontrar, não agora, não daqui nada mas daqui a algum tempo quando amadurecermos. Até já . 

sábado, 7 de maio de 2011

completa-mee .



Completa-me porque é completa que estou bem. Ama-me mas não enganes. Vive mas não desistas. Insiste mas não persistas. Deseja mas não queiras. Completa-me, deixa-me mas não abandones. Quero-te como um sonho fútil que não passa para a realidade. Vai mas volta. Vem mas vai. Sozinha como uma folha caída de uma árvore no Outono. Planejo sobre a vida como o sol e a lua planejam em volta do sistema solar. Nós somos como o sonho e a ilusão. Amor e dor. Sol e lua. Noite e dia. Angustia e felicidade. Sorriso e lágrima. Azeite e agua. Encaixamos a nossa maneira.

words ♥



Mentira é presenciada no teu dia-a-dia. Presencia-se nos teus actos. Reforça-se nas tuas palavras. Ocultas a verdade que foi vivida. Queres mais daquilo que desejas. Palavras soltas saem da tua boca como flechas que acertam no coração de alguém. Palavras não sentidas que acabam por marcar outra alma. Palavras ocultas do teu bom censo. Palavras frontais mal citadas da tua farsa. Palavras visualizadas e decifradas letra a letra que vão ao encontro da realidade vinda de ti. Palavras vulneráveis as tuas emoções. Palavras confrontadas com a tua personalidade. Palavras que cortam o teu sentimento lentamente. Palavras que evidencias e defrontas com muito sofrimento e saudade mas mostras o teu lado forte escrevendo a mentira oculta ao teu coração. No fundo não te queres magoar, acredita que cada palavra evidenciada é verdadeira. No fundo és a minha palavra codificada ♥

quarta-feira, 27 de abril de 2011

desculpaa


Desculpa. Desculpa por aquilo que fui contigo. Desculpa se te marquei negativamente. Desculpa se abri uma ferida no coração. Desculpa se me fui embora quando mais precisavas. Desculpa se fui egoísta e quis guardar os sentimentos em vez de os partilhar. Desculpa por tudo e por nada. Desculpa ter-te virado as costas quando estavas no fundo do poço. Desculpa ter quebrado as promessas mais sagradas. Desculpa ter fugido do meu próprio sentimento. Desculpa ter-me contrariado ao não confiar nas tuas palavras inocentes. Desculpa odiar-te por aquilo que senti quando me vi obrigada a desistir derivado aos teus sentimentos. Desculpa se não sou uma mulher que se deixa cair nas falhas do seu coração. Desculpa por teres sido tu o culpado e ter sido eu a tomar a iniciativa. Desculpa ter-me agredido psicologicamente quando te vi ir embora. Desculpa! Mas quando me fui. Tu também cais-te e contigo foi aquilo que sentia por ti e eu ai vi-me obrigada a partir e a afastar-me de ti. A abandonar-te quando mais precisavas. Tive que fugir do meu próprio sentimento. Desculpa mas depois de tudo quero-te de volta com as tuas manias e costumes com defeitos e qualidades. Desculpa se não quero ninguém perfeito. Desculpa se não quero um príncipe encantado. Desculpa se te quero a ti.



segunda-feira, 25 de abril de 2011

frágil .


Tal como todos os seres humanos, somos frágeis, todos temos uma certa força interior para superar as barreiras que nos são postas no nosso dia-a-dia, mas nem sempre somos tão fortes para as conseguir aguentar. Muitas e muitas complicações que nos são postas ao longo da nossa existência. A vida também não é só feita de complicações e barreiras, também é feita de felicidade e estabilidade, e é do significado dessas duas palavras que tenho andado á procura. é por essa felicidade e estabilidade que o meu coração proclama. o meu estado de espírito tem suportado muita dor, tenho contido muitas lágrimas , tenho enxugado muita mágoa , tenho armazenado muita memoria e bons momentos , tenho matado a saudade e enterrado a esperança . Dizem que a vida pode dar muitas voltas, eu não acreditava nisso até agora. A minha vida deu uma volta de 180graus, parece que passei de a minha estabilidade emocional para obstáculos que se impõem á minha felicidade, que me impede de ser feliz. Parece que agora nada faz sentido, dou por mim com uma vida incompleta, sem nexo, sem horizonte, sem destino, sem rumo. Tenho uma enorme dor no meu peito, o que o faz pesado e cheio e completo de energias negativas das quais, fui armazenando e engolido para poder erguer a cabeça e superar os obstáculos dos meus dias. Mas cheguei a um ponto que tenho que me expressar, tem que dar um rumo á minha vida, tenho que exprimir o que sinto, tenho que me soltar e aliviar. Preciso de chorar e gritar, preciso de amigos para me apoiar e aceitar as minhas lágrimas e saber que não sou de ferro que também sou frágil.